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	<title>Agosto azul &#187; política</title>
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	<description>Manuel Teixeira Gomes e o deslumbramento pelo sul</description>
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		<title>Agosto azul &#187; política</title>
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		<title>A nova República Velha</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 11:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGMV</dc:creator>
				<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[A 14 de Dezembro de 1918 terminaria a experiência autoritária de Sidónio Pais, também conhecida por República Nova. Quando o país conhecia as piores consequências da Guerra, a inflação e o racionamento, o Presidente-rei procura integrar os monárquicos no regime, normaliza as relações com a Igreja, apoia os grandes produtores agrícolas, com o fim do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=43&subd=agostoazul&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">A 14 de Dezembro de 1918 terminaria a experiência autoritária de Sidónio Pais, também conhecida por República Nova. Quando o país conhecia as piores consequências da Guerra, a inflação e o racionamento, o Presidente-rei procura integrar os monárquicos no regime, normaliza as relações com a Igreja, apoia os grandes produtores agrícolas, com o fim do «pão político», restabelece a ordem nas ruas fortalecido pelo apoio dos jovens oficiais. Mas o que movia o «sidonismo», para além de tudo isto, era o ódio aos democráticos, beneficiados pelo sistema eleitoral, vencedores de todas as eleições até ao momento, e muito especialmente o rancor endereçado a Afonso Costa, primeiro-ministro em 5 de Dezembro de 1917, altura do golpe dos cadetes da Escola de Guerra que dissolve o Congresso e destitui o Presidente da República. </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Não deixa de ser curioso que o assassinato de Sidónio, na estação do Rossio, de onde iria partir para o Porto devido às movimentações de elementos realistas, tenha ocorrido poucos dias após o armistício. Apenas defendida de forma intransigente pelo Partido Democrático, não obstante a constituição da «União Sagrada», a Guerra tornara-se cada vez mais impopular. Originara as fortunas dos «novos-ricos», fizera proliferar novas empresas, mas trouxera dificuldades para muitos e o empobrecimento da maioria da população. Incapazes de entender os motivos da intervenção portuguesa no conflito internacional, angustiados com o futuro que lhes estaria reservado, os camponeses são facilmente atraídos para fenómenos religiosos como as «aparições» de Fátima. Testemunhando talvez este ciclo depressivo da nossa história recente, da qual os elementos marcantes eram a carestia e a insegurança, faleceram, nesse mês, os pintores Santa-Rita e Amadeu Sousa Cardoso. Entretanto, Aquilino publicara </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><em>Terras do Demo.</em><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">O </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> início de 1919 seria marcado pela guerra civil que termina com a entrada de forças favoráveis ao restabelecimento do sistema constitucional na cidade do Porto, pondo termo à denominada «Monarquia do Norte». Canto e Castro, um monárquico eleito presidente de acordo com a Constituição de 1911, empossou Tamagnini Barbosa, o qual formará um Governo constituído por um número considerável de antigos sidonistas. Só a 30 de Março, Domingos Pereira irá constituir um governo onde predominavam elementos do Partido Democrático. Tinha início a nova «República Velha». </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span>        </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Não obstante, o Tratado de Versalhes seria assinado a 28 de Junho. A delegação portuguesa, chefiada por Afonso Costa, conseguiu que o Tratado contemplasse o pagamento de indemnizações devidas ao nosso país e confirmou o direito de Portugal sobre as colónias ultramarinas. António José de Almeida era eleito presidente da República no dia 6 de Agosto. Confirmando a influência da corrente revolucionária, a 13 de Setembro foi criada a Confederação Geral dos Trabalhadores, de inspiração anarco-sindicalista. E no dia 1 de Outubro é fundado o Partido Republicano Liberal, resultante da junção entre evolucionistas e unionistas. Neste mesmo ano, Raul Brandão publica o primeiro volume das </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><em>Memórias</em>.<span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">No ano seguinte, 1920, tomaram posse sete governos enquanto a corrupção continuava e se verificavam assaltos a estabelecimentos comerciais de Lisboa e Porto, evidenciando a crise de autoridade, aumentando as preocupações da opinião pública e a insatisfação do exército. Todavia, o acontecimento mais grave deste período de grande instabilidade foi a dramática «noite sangrenta», de 19 de Outubro de 1921, durante a qual foram assassinados, em circunstâncias mal esclarecidas, o primeiro-ministro António Granjo, e outros dirigentes republicanos, entre os quais, Machado Santos e Carlos da Maia. A revista </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><em>Seara Nova</em><span>, fundada por destacadas personalidades do campo republicano,</span> <span>que iniciara neste mês Outubro a sua publicação, irá insurgir-se energicamente contra esta trágica ocorrência.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">A 22 de Março de 1922 partia de Lisboa o avião </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Lusitânia<span>, pilotado por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, iniciando a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. António José de Almeida inicia a 17 de Setembro uma visita oficial ao Brasil onde decorriam as comemorações do 1.º centenário da independência. E enquanto o ministro da Instrução Pública do segundo ministério de António Maria da Silva via recusada no Parlamento a sua proposta de restabelecer o ensino religioso nos estabelecimentos particulares, António de Oliveira Salazar publica </span><em>Lições de Finanças</em><span>. No dia 6 de Agosto de 1923 – ano em que se verificou uma corrida aos depósitos e como inevitável consequência cinco bancos abriram falência – Manuel Teixeira Gomes é eleito presidente da República. Durante o seu mandato deu posse a sete ministérios, tendo conseguido conter uma séria tentativa de golpe militar, a 18 de Abril de 1925, até se demitir em 11 de Dezembro desse mesmo ano. Eleito no mesmo dia, Bernardino Machado seria o último presidente da I República portuguesa. José Régio publicava </span><em>Poemas de Deus e do Diabo</em><span>. Faltavam seis meses para o 28 de Maio.<span>      </span></span></span></p>
<p><b><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Mário Machado Fraião</span></b><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/agostoazul.wordpress.com/43/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/agostoazul.wordpress.com/43/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agostoazul.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agostoazul.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agostoazul.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agostoazul.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agostoazul.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agostoazul.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agostoazul.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agostoazul.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agostoazul.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agostoazul.wordpress.com/43/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=43&subd=agostoazul&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Manuel Teixeira Gomes e o reconhecimento inglês da nóvel República</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 15:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGMV</dc:creator>
				<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 7 de Abril de 1911 chegava a Londres o novo representante diplomático da jovem república portuguesa, Manuel Teixeira Gomes. A 10 de Abril, o Daily Express comparava o antigo embaixador, o Marquês de Soveral, ao seu sucessor publicando a seguinte opinião: “The ex-minister is a man of great social attainments, a friend of [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=38&subd=agostoazul&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">No dia 7 de Abril de 1911 chegava a Londres o novo representante diplomático da jovem república portuguesa, Manuel Teixeira Gomes. A 10 de Abril, o <em>Daily Express</em> comparava o antigo embaixador, o Marquês de Soveral, ao seu sucessor publicando a seguinte opinião: <em>“The ex-minister is a man of great social attainments, a friend of kings, and a trained diplomat. </em></span><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">The new minister has never previously held a diplomatic post, but he as won fame as art critic, novelist, dramatist and explorer”.</span></em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Nos círculos políticos ingleses, a expectativa era grande. Também os desafios o eram para Teixeira Gomes. A desconfiança das instituições governamentais inglesas relativamente ao novo regime político português era uma realidade visível desde os primeiros meses de 1911, para o que muito contribuiu a imprensa inglesa ao ampliar e distorcer algumas delicadas questões de natureza interna, como as perseguições a jesuítas, os ataques a jornais monárquicos ou a desorganização económica que se foi intensificando com o avolumar das greves. </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Apesar do ambiente tenso, a recepção a Teixeira Gomes no Ministério dos Negócios Estrangeiros ingleses (<em>Foreign Office</em>) foi considerada amistosa pelo próprio (<em>“entrei em Londres com o pé direito</em>”, confidenciava este a João Chagas, em carta enviada alguns meses depois). Teixeira Gomes procurou criar um clima de confiança e abertura logo de início, condição essencial para que a Inglaterra reconhecesse oficialmente o regime republicano português; em entrevista ao <em>Evening Standard</em>, ainda a 10 de Abril, afirmava o seguinte: <em>“I heartly salute the great English people </em>[…] <em>and in the name of Portugal I desire to say that our people ardently desire to conserve unimpaired all the traditions of that alliance between the two nations wich as been in existence for centuries</em>”. </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Durante as primeiras semanas de trabalho na capital inglesa, Teixeira Gomes mostrava-se optimista quanto à receptividade por parte do governo inglês face às novas instituições políticas portuguesas (<em>“a opinião aqui à força de ler declarações peremptórias e optimistas, já começa a tomar-nos a sério”</em>, escrevia o diplomata a Chagas a 5 de Maio). </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">No entanto, os problemas e as dificuldades não tardaram em surgir. A influência de Soveral e a presença de D. Manuel II na corte inglesa, bem como a acção de muitos realistas emigrados foram obstáculos ao desempenho diplomático de Teixeira Gomes. A situação política em Portugal também não favorecia as pretensões do representante português em Londres; questões como o alegado mau tratamento dado aos presos políticos em consequência das primeiras incursões monárquicas em território português ou a Lei da Separação da Igreja do Estado e o espírito manifestamente anti-clerical do Governo provisório eram fogos que Teixeira Gomes procurava diplomaticamente apagar. Por outro lado, os atritos pessoais com Bernardino Machado, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, dificultavam uma boa coordenação de esforços no sentido de se criar uma política diplomática homogénea (Bernardino Machado era contra a nomeação de Teixeira Gomes para o cargo de Embaixador em Londres). </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">A situação entrou num impasse, quando o Parlamento Inglês encerrou as suas actividades em Agosto. A diplomacia entrava de férias. </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Entretanto, Teixeira Gomes insistia perante a opinião pública inglesa que a ordem pública em Portugal estava a ser assegurada pelas autoridades. O <em>Times</em>, habitual acérrimo crítico do regime republicano português, começava a moderar as suas opiniões. A própria escolha de Manuel de Arriaga para a presidência da República portuguesa parece ter tido aceitação consensual nos meios jornalísticos ingleses. Apesar de tudo, no início de Setembro, Teixeira Gomes mostrava-se impaciente, frequentando com mais assiduidade o <em>Foreign Office</em>, mas sem grandes resultados práticos; o governo inglês não parecia estar a empenhar-se muito na questão do reconhecimento da República Portuguesa; como desabafava o diplomata ao já citado Chagas, em carta enviada a 7 de Setembro, era <em>“a habitual ronceirice inglesa no despacho de tudo quanto não interessa particularmente a Inglaterra</em>”.</span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span>  </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><span></span>Finalmente, entre 9 e 13 de Setembro, as grandes potências europeias reconheciam o novo regime republicano, tendo a Inglaterra um papel de destaque, nomeadamente ao ter conseguido convencer a desconfiada Espanha. A 11 de Outubro, Teixeira Gomes entregava as credenciais ao rei Jorge V. O aprofundar de relações com o ministro dos Negócios Estrangeiros Edward Grey e com o subsecretário Eyre Crowe &#8211; <em>“verdadeiro irmão</em>”, nas palavras do diplomata português &#8211; foi um factor importante na iniciativa inglesa em reconhecer oficialmente a República Portuguesa. Aliás, em carta enviada a 15 de Setembro a Teixeira Gomes, Edward Grey elogiava o papel diplomático daquele na manutenção das boas relações entre os dois países (<em>“your own personal influence will always contribut to this subject</em>”, escrevia o chefe do <em>Foreign Office</em>). </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><strong>Paulo Girão</strong></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/agostoazul.wordpress.com/38/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/agostoazul.wordpress.com/38/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agostoazul.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agostoazul.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agostoazul.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agostoazul.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agostoazul.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agostoazul.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agostoazul.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agostoazul.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agostoazul.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agostoazul.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=38&subd=agostoazul&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O exílio do Presidente</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 17:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGMV</dc:creator>
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Diz Norberto Lopes que o embarque teve lugar na manhã do dia 17 de Dezembro de 1925. Teixeira Gomes, que recebera um ramo de rosas e violetas das mãos da filha de um amigo, desceu a escada de madeira para embarcar num gasolina com destino ao navio «Zeus», ancorado no Tejo. Na fotografia do livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=35&subd=agostoazul&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2 align="center"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;"></span></h2>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Diz Norberto Lopes que o embarque teve lugar na manhã do dia 17 de Dezembro de 1925. Teixeira Gomes, que recebera um ramo de rosas e violetas das mãos da filha de um amigo, desceu a escada de madeira para embarcar num gasolina com destino ao navio «Zeus», ancorado no Tejo. Na fotografia do livro a que nos referimos – <em><span style="font-family:Verdana;">O Exilado de Bougie</span></em> – distinguem-se, segundo a legenda, diversas personalidades da vida pública desses tempos. Gente da política, à qual Teixeira Gomes renunciava definitivamente. O autor acrescenta que naquele momento todos se descobriram e que o antigo ministro em Londres saudou igualmente os que ali se foram despedir. Mas não voltou. Esta edição de 1942 ocorre um ano após a morte de uma personalidade impar na História recente do nosso país, Presidente da República, escritor e diplomata. </span></span></font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Teixeira Gomes viveu uma juventude despreocupada, onde a boémia coimbrã lhe proporcionou, mesmo assim, o contacto com algumas das figuras mais destacadas do meio literário da época, ou activistas políticos como Brito Camacho. E terá sido este último quem sugeriu o nome deste algarvio, natural de Portimão, para o exigente cargo de chefe da Legação portuguesa em Londres, após o 5 de Outubro de 1910, lugar até então ocupado pelo marquês de Soveral, que muito depois desta data, continuaria a ser recebido no <em><span style="font-family:Verdana;">Foreign Office</span></em>, bem como, naturalmente, D. Manuel II, o deposto rei. Na entrevista concedida a Norberto Lopes no <em><span style="font-family:Verdana;">Hotel de l’ Étoile</span></em>, em Bougie, na Argélia, o autor de <em><span style="font-family:Verdana;">Agosto Azul </span></em>menciona as dificuldades que enfrentou para se afirmar na capital britânica e recorda que apenas em Outubro de 1911, um ano após a proclamação da República, entregou credenciais ao rei Jorge V. No decorrer da conversa que deu corpo à referida publicação o antigo diplomata salienta a sua persistência para impedir a aplicação do tratado anglo-alemão de 1898 que previa a partilha dos territórios ultramarinos entre as duas potências europeias – o qual não chegaria a ser aplicado devido à eclosão da Grande Guerra – bem como a preocupação em atenuar a campanha anti-esclavagista desencadeada na Inglaterra contra o nosso país. Impossibilitado de continuar a exercer o seu mandato devido à instabilidade política que se agravara no último período do regime parlamentar, magoado com as calúnias divulgadas contra ele nos cafés de Lisboa, renuncia dois anos após ter sido eleito contra o seu maior adversário, Bernardino Machado, o qual, curiosamente, o iria substituir. Mas não deixa de sublinhar: «<em><span style="font-family:Verdana;">o encanto do mar, só por si, é cada vez mais intenso (&#8230;) Isso contribui imenso para que eu me vá deixando ficar em Bougie, espécie de Sintra à beira de água</span></em>». </span></span></font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Mário Machado Fraião</strong>         </span>  <em><span>    </span></em><span>  </span><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>       </span></font></font><font size="3" face="Times New Roman"> </font></span></font></font></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/agostoazul.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/agostoazul.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agostoazul.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agostoazul.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agostoazul.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agostoazul.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agostoazul.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agostoazul.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agostoazul.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agostoazul.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agostoazul.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agostoazul.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agostoazul.wordpress.com&blog=1059975&post=35&subd=agostoazul&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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